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Por César Beck

Tecnologia HSP: custo x beneficio

Uma nova tendência mundial dos fabricantes de computadores invadiu o mercado brasileiro. Na hora de vender o microcomputador, o anúncio diz: Modem 56Kbps V.90 mas, na realidade, o modem propriamente dito não existe. Todo o processo de modulação/demodulação é executado pelo processador principal da CPU, gerando uma perda de performance em aplicativos e instabilidades na conexão, dependendo da qualidade da linha telefônica. Uma placa simples, sem muitos componentes, substitui as antigas e consistentes placas fax-modem ("Hardmodems").


Embora estes HSP´s ("softmodems") não tenham sido fabricados especificamente para operar nas linhas brasileiras, acabam entrando no mercado, vendidos juntamente com os microcomputadores ou, até mesmo, implantados diretamente nas placas-mãe ("on-board"). 
HSP ("Host Signal Processor"), Winmodems ou Softmodem. Certamente você já deve ter ouvido falar ou teve alguma dificuldade para conectar com alguns destes modelos. Embora muitos usuários tenham conseguido atingir conexões superiores a 50Kbps, outros acabam optando pela diminuição da performance, para não sofrer com as constantes quedas e lentidão no recebimento dos dados. 
O segredo de uma boa conexão com estes tipos de modems está diretamente relacionado à qualidade da linha e rota telefônica, começando pelas instalações internas, passando pela rede de transmissão, centrais da operadora de telefonia, até chegar aos roteadores e modems do provedor de acesso, além, é claro, da velocidade do clock do processador.


Segundo especialistas no assunto, uma empresa que necessita estabelecer uma conexão com segurança e estabilidade jamais deve optar por estes modelos devendo dar preferência aos "hardmodems", construídos com chip-sets e componentes específicos para suportar variações de freqüência e instabilidades, além de terem controle de erro também por "hardware". 

Alguns ajustes podem ser feitos nas configurações da conexão, visando atingir velocidades maiores e interromper as constantes quedas apresentadas em alguns casos. Desativação do padrão v.90, atualização do driver, acréscimo de "strings", ajustes de velocidade ou até mesmo uma solicitação de verificação de linha, são os procedimentos iniciais para tentar utilizá-lo sem maiores dificuldades. Muitos usuários têm optado pela desativação do modem, instalando uma nova placa.
Entretanto, para os Revendedores e Provedores Internet, esta tecnologia deve resultar em precauções extras pois, se não forem bem esclarecidas as condições para sua aplicabilidade, o cliente se sentirá iludido, podendo gerar frustrações que resultarão em prejuízos para todas as partes envolvidas. Agora, se o usuário for bem esclarecido, certamente ficará satisfeito com as vantagens que esta tecnologia poderá trazer a curto ou médio prazo.

César Beck
Consultor ModemClub

 

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