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A família DSL (Digital Subscriber Line) foi planejada pelas operadoras telefônicas originalmente para servirem de banda para aplicações de TV interativa. Com o fracasso da idéia, ficou congelado até que o sucesso do acesso à Internet via TV a cabo fez com que as operadoras saíssem da letargia e oferecessem uma das versões do DSL, o ADSL (assimétrico, onde a velocidade Net->você é maior do que você->Net) ao usuário comum. É oferecido pela Telefonica SP, com o serviço Speedy, e pela Brasil Telecom em Brasília e Curitiba. A Telemar recentemente lançou o serviço Velox, inicialmente (em out/2000) em Salvador e Belo Horizonte. O DSL é, ao contrário do RDSI, usado sob as mesmas linhas telefônicas analógicas de cobre ao qual se está acostumado. Como o serviço analógico de voz não usa toda a banda em termos de freqüência disponível no fio de cobre, toda a banda não-usada pelo serviço analógico é utilizado pelo ADSL. Utilizando uma expressão do dr. Tom Pabst no livro Tom's Hardware Guide, "é como abrir uma auto-estrada no terreno vazio ao lado de uma estrada existente". Ao chegar na sua casa, um separador de sinal (o splitter) separa o tráfego de voz do tráfego de dados. O tráfego de modems é recebido por uma placa de rede chamada modem ADSL (embora não seja tecnicamente um modem). A velocidade do ADSL pode ir até 6Mbps no downstream (Net->você) e 640Kbps(você->Net) no upstream. No entanto, a performance pode ser prejudicada, e não apenas por causa de sites lentos ou sobrecarregados, mas também por excesso de gente usando ADSL (RDSI não sofre este problema). Na prática, as operadoras oferecem pacotes com velocidade menor de downstream, até para poderem oferecer ao usuário uma garantia de velocidade; a Telefonica SP e a Brasil Telecom oferecem pacotes de 256, 512 e 2048Kbps (1544Kbps no Velox da Telemar). Apesar de usar a mesma infra-estrutura da linha telefônica, não depende dela, não precisa de discagem - basta ligar o computador e se está na Internet. Normalmente, as operadoras cobram um valor fixo mensal pelo uso do ADSL. É importante lembrar da existência do G-Lite - um padrão ADSL padronizado pelo ITU, em que se não precisa do splitter (e logo mais barato para instalar), mas a velocidade de downstream e upstream caem para respectivamente 1,5Mbps e 64Kbps. IMPORTANTE: Normalmente os provedores ADSL usam uma tecnologia chamada PPPoE (PPP sob Ethernet), que permite a conexão PPP com o modem DSL. É essencial que exista um driver PPPoE para seu sistema operacional para que ADSL seja suportado. ADSL já está rodando no Brasil faz uns bons dois anos - a velha Telebahia já fazia testes ADSL em Salvador; no entanto, precisou a Telefonica e seu marketing agressivo para fazer o ADSL sair dos testes. Por Cesar Casdoso
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